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Aluguel por temporada: regras, Airbnb em condomínio e quanto rende

Como funciona o aluguel por temporada pela Lei do Inquilinato, o que o STJ decidiu sobre Airbnb em condomínios em 2026 e como calcular se compensa.

Atualizado em 3 min de leitura Por Equipe Elevare Capital

Sala de apartamento mobiliado com luminária acesa e parede de madeira

Resposta rápida

Aluguel por temporada é a locação de até 90 dias, prevista no artigo 48 da Lei do Inquilinato. Em 7 de maio de 2026, o STJ decidiu que, em condomínio estritamente residencial, o uso reiterado e profissional por plataformas como Airbnb depende de aprovação de dois terços dos condôminos. Rende mais que o aluguel tradicional quando a ocupação é alta, mas custa mais.

O que diz a lei sobre aluguel por temporada

A Lei do Inquilinato (Lei 8.245/1991) trata da temporada nos artigos 48 a 50. Os pontos principais:

  • a locação é para moradia temporária: lazer, curso, tratamento de saúde, obra no próprio imóvel e situações parecidas;
  • o prazo máximo é de 90 dias;
  • o dono pode receber o aluguel e os encargos antecipados e de uma vez;
  • o imóvel pode ser alugado mobiliado, com a lista de móveis no contrato.

Airbnb em condomínio: o que o STJ decidiu em 2026

Em 7 de maio de 2026, a Segunda Seção do STJ julgou o REsp 2.121.055/MG e decidiu, por 5 votos a 4, que o uso de unidades em condomínio estritamente residencial para hospedagem por plataformas, de forma reiterada e profissional, descaracteriza a destinação residencial. Esse uso passa a depender de alteração na convenção aprovada por dois terços dos condôminos.

Em 26 de maio de 2026, o tribunal afetou o assunto como recurso repetitivo (Tema 1.443) e suspendeu processos sobre o tema. Na prática:

  • antes de comprar um imóvel para Airbnb, leia a convenção do condomínio;
  • prefira condomínios que já autorizam a locação por plataforma ou imóveis fora de condomínio;
  • a locação por temporada de até 90 dias, sem rotatividade de hospedagem, continua válida.

Temporada ou aluguel tradicional

Temporada Aluguel tradicional
Receita por mês ocupado Maior Menor
Ocupação Varia com a estação e a demanda Estável, com contrato de 30 meses
Custos Limpeza, enxoval, contas, taxas da plataforma Baixos, em geral pagos pelo inquilino
Trabalho Alto: check-in, mensagens, avaliações Baixo
Risco jurídico em condomínio Maior depois da decisão do STJ Baixo

Como calcular se compensa

Faça a conta pelo mês médio, não pelo melhor mês:

  1. Diária média vezes noites ocupadas no mês.
  2. Menos taxas da plataforma.
  3. Menos limpeza, lavanderia e reposição.
  4. Menos energia, água, internet e condomínio.
  5. Menos gestão, se terceirizada.

Compare o resultado com o aluguel tradicional líquido do mesmo imóvel. Em cidades com demanda de eventos, turismo de negócios ou saúde, a temporada pode render bem mais. Em cidades com pouca rotatividade, o aluguel tradicional ganha pela estabilidade.

Gestão por temporada

A temporada exige operação: anúncio, preço dinâmico, comunicação com hóspedes, limpeza entre estadias e manutenção. A Elevare faz a gestão de locação tradicional e por temporada, e ajuda a decidir qual modelo rende mais para cada imóvel. Veja também o guia de gestão de locação.

Perguntas frequentes

O condomínio pode proibir Airbnb?

Em condomínio de destinação estritamente residencial, o STJ decidiu em 2026 (REsp 2.121.055/MG) que a exploração reiterada e profissional por plataformas depende de aprovação de dois terços dos condôminos. A locação por temporada tradicional, de até 90 dias, continua válida. O tema segue em julgamento como repetitivo (Tema 1.443).

Quanto tempo pode durar o aluguel por temporada?

Até 90 dias, segundo o artigo 48 da Lei 8.245/1991. Acima disso, a locação passa a seguir as regras do aluguel residencial comum.

Posso cobrar o aluguel adiantado na temporada?

Sim. Na locação por temporada, a lei permite receber o aluguel e os encargos de forma antecipada e de uma só vez.

Aluguel por temporada paga imposto de renda?

Sim, é rendimento tributável como qualquer aluguel. A plataforma não retém o imposto; o dono recolhe pelo carnê-leão quando for o caso e declara na declaração anual.

Fontes

  1. Migalhas: STJ afeta recursos e suspende ações sobre Airbnb em condomínios
  2. Conjur: condomínio residencial, Airbnb e aluguel por temporada
  3. Lei 8.245/1991 (Lei do Inquilinato)

Conteúdo informativo, revisado em 5 de outubro de 2026. Simulações são ilustrativas e não garantem rentabilidade. Regras de crédito, consórcio e seguro dependem do contrato e da análise de cada instituição.

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